sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Renda de bilros

Em uma postagem anterior (treino de T.C) falei sobre os principais movimentos da tecelagem Torção (T) e Cruzamento (C) do fio , são os movimentos que produzem a trama , Seja ela qual for , se de renda de bilros, tecelagem através do tear, de agulha , etc., não importa se não houver estes movimentos os fios não se unem para formar a trama.

Hoje falaremos do pano de fundo para a renda de bilros , ela servirá de "apoio" para a composição da renda, isto é para receber o "desenho" que dará "vida a renda", mais tarde falaremos do desenho que dependerá da técnica escolhida. O material necessário é bem simples- papelão , papel quadriculado, alfinetes e uma almofada para renda. Com este material faremos o padrão do pano de fundo que nesse caso será de ponto inteiro.

Veja como ficou o padrão - outro detalhe , precisaremos de dois padrões...
Por que quando terminar de fazer um necessitará do segundo para continuar o trabalho .

Iniciamos o trabalho colocando os primeiros pares de bilros na esquerda e a medida que avançamos introduzimos o restante, sempre da esquerda para a direita.
Porque?
Bem, desta forma dificilmente cometeremos erros, pois a medida que colocamos os bilros vamos trabalhando a renda. Este padrão deve ser feito no mesmo tempo, isto é devemos "picar" os dois ao mesmo tempo , um sobre o outro, de forma que os furos coincidiam , como na foto acima.

Colocamos um alfinetes no primeiro furo e acrescentamos os pares de bilros - o fio diferente (em vermelho) é para que possamos "ver" o fio ser "conduzido", passamos os fios brancos pelo "meio do vermelho e fechamos com um T (torção) e colocamos um alfinete no meio do fio e prendemos no próximo furo ou ponto.
Passamos os pares de bilros brancos ( chamados passivos) pelo meio do par de bilros vermelho (este é chamado guia).

O fio vermelho servirá como acabamento, nos o chamamos de "varal" , por que sustentará ao mesmo tempo que arremata a parte exrena do trabalho. De que forma ?!

Veja como passamos o fio br (passivo) para o próximo ponto (furo), por dentro do fio guia (vm)


Prendemos o fio guia com um alfinete do furo seguinte, veja a sequência...

Bem, torcemos (T) o fio guia prendemos com um alfinete no próximo furo e acrescentamos os pares de passivos (br)

Repetimos os passos anteriores - acrescentamos os dois passivos pendurando-os no alfinete, torcemos o fio guia (vm) e prendendo no próximo ponto (furo)

Acrescentamos novamente dois passivos

Estes movimentos se repetirão até completarmos o sequência necessária .
Acompanhemos as fotos.

Agora podemos dá inicio aos primeiro ponto .
(T) torcemos duas vz os fios e (C) cruzamos os pares do meio , passando o fio da esquerda por cima do da direita.

Note que deixei os pares da esquerda separados, eles delimitarão a renda na esquerda, pois ainda não estamos trabalhando com acabamento (Borda ou Footside).
Neste caso falamos que o fio vm é o guia , por que ele foi um ponto de referencia , a partir daí não usaremos mais este termo , pois ele deixa de ser guia.


Colocamos o alfinete no meio do ponto . Lembre-se este é o ponto inteiro ,portanto são dois meio pontos para formá-lo e o alfinete entra no meio destes

Veja a sequência abaixo (apostila pág 7)
Depois de colocamos o alfinete damos dois T e levamos os pares passivos um para esquerda (E) e outro para direita ( D), estes ficarão a espera e trabalhamos os da E, seguir o esquema 8 e 9 da pagina 7 ( apostila)

Para fechar o ponto colocamos o alfinete e retornamos com o fio, que saiu, para dentro fazendo outro ponto inteiro -TCTC-figura 9 pagina 7
Veja voltamos com o fio para dentro do trabalho e deixamos o primeiro fio como apoio.

Deixamos estes fios a espera e voltamos para o inicio do trabalho.

Mais uma vez acrescentamos dois pares de bilros , como no inicio.

Trabalhamos estes pares passivos como fizemos anteriormente .
Veja a sequência .....



Desta forma fizemos a segunda "fila"....

Fechamos esta carreira ....

voltamos ao inicio.

Estamos na terceira carreira -vertical-

Observamos até aqui que não trabalhamos a renda na horizontal.

Colocamos o alfinete....

Fechamos o ponto....

Voltamos ao inicio e acrescentamos outros pares de bilros.
Observemos em outro ângulo.
Repetimos tudo......


Estamos na 4 carreira - vertical-

Chagamos aos últims pares de bilros e já estamos bem adiantados .....Certo?



Agora o fio Vm que era guia passa a ser passivo, por que se incorporou aos demais pares neste trabalho não há fio guia , simplesmente por que é um "pano de fundo" onde trabalharemos a renda propriamente dita no futuro, isto é ele será usado para formar um complexo de pontos que darão forma a renda, ele por si só não é "muito".



Visão total do trabalho feito até aqui....


cerâmica de ateliê - queima raku metalizado

Minha ideia inicial ao abrir este espaço era falar de rendas, pois não há muitos espaços entre nós onde podemos desfrutar do tema , mas no decorrer do tempo incluí sem querer, outros temas como, pintura e cerâmica, outras das minhas paixões.
Hoje , mostrarei meus últimos trabalhos de cerâmica de ateliê, desta feita a técnica é de raku metalizado.
Na primeira foto a emoção da abertura do forno.
É sempre eletrizante em td os sentido, o cuidado para não danificar as peças e a curiosidade , em fim ....Como ficaram?!
Foi feita uma redução no forno ...
Conheço alguns ceramistas que dispensam o resfriamento na água, mas adquiri este habito.Eis a foto do resfriamento.um prato grande com borda fechada.
Para o dourado usei Vermiculita.


Detalhes ....

Efeito da redução.
Detalhe do interior do prato.
Um prato pequeno.

Detalhe superior feito com carbureto de Sílica granulado grosso.

E detalhes dele....

Outro detalhe.


Um pouco de vermicolita. ao fundo do prato...confesso que é a parte k + gostei.....

Outro detalhe do fundo

Um pote ....

O interessante é que cada lado é difere do outro, neste lado a redução causou um esverdeado interessante.
Outro lado
A borda do pote.
A tampa na mesma escala de cores.
Neste jarro para o meu bonsai reinou o vinho entre um verde tímido.

Eis o destino do pote.

Terminamos por hoje.

sábado, 17 de outubro de 2009

CONTAF - Congresso Nacional da Técnica para as Artes do fogo.

Realizou-se nos dias 15 e 16 o CONTAF RIO ( Congresso Nacional de Técnica para Artes do Fogo ) em Itaipava - Região Serrana, o primeiro no Rio de Janeiro

Parabéns a todos que participaram deste belo evento, foi ótimo, pudemos aprender mais, e a interação em geral foi muito boa, é sempre muito bom ver velhos amigos e mestres.
Estou postando alguns momentos do evento que contou com os seguintes artistas :
No primeiro dia
Na abertura fomos agraciados com o belíssimo trabalho do Sr. Mário Seguso e sua trajetória nos segredos da arte com Cristal.
Sr.Paschoal Giardullo falou sobre argilas e seus possíveis defeitos.

A ceramista Cyntia Gavião falou sobre sua técnica de paper Clay

A ceramista Lu Leão mostrou, detalhadamente, sua técnica de queima de Raku metalizado. Com um belíssimo resultado.
O momento da queima
E o resultado do trabalho.
A ceramista Marisa Moraes que com muita alegria e simpatia falou sobre seu trabalho com extrusora.
Noutra oficina da ceramista Lu Leão aprendemos a queima com sais metálicos, outro belo momento.

A queima sendo preparada
A abertura do forno
E o resultado desta queima,
O escultor e ceramista Wandecok Cavalcanti que nos mostrou os segredos da escultura sacra,
O anjo pronto.Exposição da ceramista Solange Mano, com quem tive o prazer de aprender História das artes cerâmica na U.Estácio de Sá no curso de extensão universitária em cerâmica de ateliê.
Mais um momento com o Sr Mário Seguso falou sobre fusing com Cristal
No segundo dia;
O ceramista e oleiro Casar Barbosa desmistificou o acabamento de peças feitas no torno através de seus gabaritos. Ensinou-nos a fazê-los a partir de matérias recicláveis.
Conhecemos um pouco da técnica de moldagem com gesso da “Cerâmica Luiz Salvador”.
Algumas peças retiradas do molde.
Outras peças preparadas para biscoitar.
Setor de esmaltação de peças delicadas.
A belíssima vista principal da Vila Luiz Salvador


Théo Giardullo falou e mostrou sua técnica em Fusing com bastões,
A consagrada ceramista Clara Fonseca, nos falou de seu trabalho “A cerâmica como inclusão”, trabalho este que realiza junto ao Instituto Benjamin Constant. Foi um grande prazer revê-la e conhecer seu projeto

Sr.Rômulo Mormilo falou sobre a linha artística da “Ferro Alemanha”.
Para terminar Sr. Marcelino falou sobre o Espaço Cultural, uma grande obra a ser feita pela Arte Cerâmica Brasileira, não só em termos regional, mas a nacional com projeção internacional.
Visita a fabrica da Luiz Salvador


video
Como são feitas...
As rosas que enfeitam algumas peças da cerâmica Luiz Salvador

Detalhe da rosa ainda molhada Um momento mágico a abertura do forno de biscoito

Outras peças já esmaltadas
Os delicados "potes" de esmaltes.
O setor de esmaltação.
a interferencia dos metais.
O momento da esmaltação....




video

sábado, 3 de outubro de 2009

Renda Belga - Bruges Flower Lace

A renda belga é considerada uma das mais antigas , sem uma localização no tempo e no espaço competi com a renda italiana em antiguidade, mas foi a partir da Idade Média que esta técnica ganhou "mundo à fora" e para nossa alegria chegou até nós. Em uma postagem anterior falei um pouco da história desta renda , hoje colocar mais um trabalho.
Consiste em uma variação da renda em questão, uma flor composta de 7 folhas a sua volta, em linha mercê-croché vermelha executada com bilros pequenos(10 cm).
As fotos não estão com boa visibilidade , mas podemos ter uma noção do trabalho.
Um detalhe do inicio do trabalho.
O trabalho terminado.
Obrigada pela visita - Volte Sempre

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Renda Milanesa

Renda de Milão
Sua origem data da Idade Média, nos conventos católicos, feito para ornamentar as peças litúrgicas e do clero, não era de acesso ao vestuário da plebe, é considerado uma das rendas mais antigas da Itália.
Sendo uma renda de cinta se caracteriza pelos movimentos ondulados em suas próprias cintas (fitas) e pelos motivos florais, tendo como motivo central folhas e ramas e figuras em geral.


A renda milanesa é uma renda delicada e com um grau de dificuldade, por tanto é necessário um bom conhecimento básico de renda de bilros para executar esta renda.


Neste trabalho usei linha mercê-crochê e bilros pequenos.


Detalhe das cintas

MinhasRendas

Pensamento.

Recebi esta mensagem de uma amiga, não sei se realmente é de Veríssimo. Dele ou não vale pela mensagem...
Para os erros há perdão
Para os fracassos, chance.
Para os amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
O romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque-o, que a rotina acomode que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.
Luis Fernando Veríssimo

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Nañdut ou tenerife



Este naperon é em nañdut , feito em tear pequeno com acabamento em filê, muito simples e fácil de executar.

Já estas beldades que ganhei da minha filha são verdadeiras obras prima....

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Inicio de uma trança e treinos dos movimentos TC

Para minhas alunas na net de renda de bilros preparei estes pequenos vídeos - para as iniciantes.
Usei barbante grosso para facilitar a visualização e bilros portugueses para , da mesma forma, facilitar a visualização dos movimentos TC.
Neste primeiro vídeo mostro como enrolar o fio no bilro.
video
No segundo vídeo mostro como colocá-los na almofada e fazer o trançado, estes movimentos são fundamentais para a execução da renda , e o seu treino facilitará o inicio do estudo do pano de fundo.

video

Para as minhas alunas na net um carinhoso abraço

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Material para renda de bilros


Quando procuramos por revistas e material especializados em artesanato não encontramos nada sobre renda de bilros o que dificulta a divulgação deste técnica, assim sendo resolvi fornecer para minhas alunas o material necessário para trabalharem.
Desta forma surgiu o Kit para renda de bilros, que contêm.
1 almofada, 100 bilros e uma apostila com os pontos básicos e alguns padrões para iniciante.
Resolvi postar as fotos do material.
Detalhe da almofada em tecido azul para evitar o cansaço das vistas

A apostila
Quanto aos bilros tenho dois tipos, estes são de madeiras recobertos com papel coloridos e pontas de contas em madeira.
Este outro tipo é em madeira com contas coloridas.
Um exemplo do meu trabalho.

domingo, 23 de agosto de 2009

Mimo de Liliana B. Testa

Agradeço a Liliana pelo carinho deste mimo a todos envolvidos neste pensamento.
E recomendo estes glogs para receber um mimo.